Emigrantes lacobrigenses:

A coragem de partir à descoberta

A vida de quem opta por residir fora do local onde nasceu e passou muitos anos é um desafio único. É possível constatar que cada um tem a sua vivência, tanto em países diferentes como, por vezes, no mesmo.

Nesta edição damos a conhecer três testemunhos, experiências distintas de quem trocou Portugal por um país onde acredita ter melhores condições de vida e ser possível estudar ou exercer a profissão que tanto ambiciona.

Histórias de quem deixou para trás uma vida em Lagos e reside agora em cidades que em pouco se assemelham, tanto a nível social como cultural. Embora existam adversidades que dificultam o percurso, estes lacobrigenses nunca baixaram os braços.

Gonçalo Fernandes

Gonçalo Fernandes

Gonçalo Fernandes

Gonçalo Fernandes

Tem 23 anos e há cinco que vive na República Checa. É estudante do último ano de Medicina na Charles University Faculty of Medicine [Faculdade de Medicina da Universidade Charles], em Pilsen. Até aos 18 anos viveu em Lagos, onde completou o 12.º ano. Em 2018, realizou estágio de enfermagem no Hospital de Lagos. Dois anos depois de medicina interna e cirurgia na Unidade Local de Saúde de Castelo Branco e este ano de medicina geral e familiar na Unidade de Saúde Familiar Descobrimentos, também em Lagos.

Sempre ambicionou ser médico, mas as elevadas médias de ingresso no ensino superior em Portugal não lhe permitiram seguir o seu sonho cá. Tentou dois anos consecutivos, em 2015 e em 2016, mas sem sucesso. Assim, apenas com 18 anos tomou a decisão de emigrar com o objectivo de prosseguir estudos na área que desde sempre o cativou.

Tinha já uma ideia de que a República Checa seria uma opção, visto que a irmã mais velha estudou também medicina e foi lá que teve uma oportunidade. Gonçalo seguiu-lhe os passos e contou com a sua indispensável ajuda e orientação. Na altura em que colocou em questão quais as possibilidades, esta pareceu-lhe ser a melhor. Considerou ainda outras, nomeadamente submeter candidatura a outro curso em Portugal ou concorrer a medicina em Espanha.

Poder estudar em inglês e contar com o conhecimento e experiência da irmã foram determinantes na sua decisão, pois levaram a que se sentisse mais seguro e amparado nesta mudança. A disponibilidade e esforço por parte dos pais foi também um factor que não pôde deixar de recordar. A família teve um papel fundamental nesta fase, tanto financeira como emocionalmente, o que fez com que não hesitasse.

A procura de novos caminhos

«Se as portas não se tivessem fechado para mim em Portugal nunca teria vindo para cá, nem tido esta vivência», comentou. Como não conseguiu entrar em nenhuma faculdade, vê a sua ida para fora como «uma oportunidade que não podia desperdiçar, (…) um privilégio», sendo que o possibilita estudar o que tanto deseja. Reconhece que são vários os que se encontram na mesma situação e não têm possibilidades económicas para emigrar, o que os sujeita a tentar diversas vezes a entrada no ensino superior no curso de medicina ou a procurar outra área relacionada ou não com saúde.

O ingresso na faculdade em Pilsen foi feito através de um exame de admissão que realizou previamente no Porto. São diversas as opções de entrada numa universidade no estrangeiro, Gonçalo teve colegas que optaram por fazer o exame através de uma empresa que fornece materiais de preparação e auxilia no estudo.

No início não foi fácil, a distância da família e amigos são condicionantes que todos os emigrantes estão sujeitos. É necessário tempo para que novos caminhos se tornem rotinas, desconhecidos em amigos e o idioma mais familiar. «É claro que havia muitas inseguranças, incertezas, alguns medos, uma vez tratar--se de uma mudança total para um país onde não conhecia a cultura e a língua», confessou. No entanto, o apoio dos mais próximos aliado ao sonho de estudar o que sempre quis, fizeram com que resistisse às dificuldades deste desafio.

A adaptação foi «um processo gradual, gerido com vontade, curiosidade, entusiasmo, com falhas e tropeções pelo meio». Foram múltiplas mudanças em simultâneo, desde a língua, ao clima e à cultura. Um início marcado pela capacidade de resiliência com o apoio da irmã que em muito facilitou o seu percurso, não só no quotidiano como na vida académica.

A presença de portugueses no curso de medicina na universidade onde Gonçalo estuda foi um factor de grande relevância. Assim que chegou conheceu pessoas que se encontravam na mesma situação, o que fez com que não se sentisse desamparado e transmitiu-lhe segurança numa cidade completamente nova. Tinha conhecimento de que anteriormente já alguns tinham percorrido o mesmo caminho, mas não esperava uma comunidade de portugueses no local para onde se tinha mudado, nem tinha noção do impacto que teria no seu dia-a-dia.

Particularidades marcantes

Ao longo destes 6 anos muitas são as histórias que vai coleccionando. Contou que existe uma praxe de recepção, tal como as que se realizam em Portugal, em que os alunos mais velhos se apresentam aos caloiros, o que cria proximidade entre todos e ajuda a integração. O jovem jogou futebol até aos 17 anos, paixão que não pôs de lado por estar fora do seu país. Foi convidado para jogar numa equipa checa local por um colega, o que o permitiu não só conhecer mais pessoas e as redondezas da cidade como conviver com locais.

A República Checa tem alguns aspectos que o lacobrigense destaca. Um país que em muito se distingue dos restantes da Europa, desde a arquitectura, que em nada se assemelha à portuguesa, às paisagens e beleza natural. A sua localização geográfica permite facilidade de deslocação para todo o continente, visto que se encontra precisamente no centro, o que possibilita viagens a preços acessíveis e de curta duração. O estudante tem aproveitado para conhecer novos locais, momentos que recorda como «muitos bons».

O mar é sempre algo que quem cresceu numa cidade costeira sente falta quando não tem por perto. A comida típica e o clima mediterrâneo não ficam de parte. No Algarve dispomos de temperaturas amenas até nos meses de Inverno, já em Pilsen as temperaturas podem chegar até aos -15ºC em Janeiro. «A diferenciação que existe entre as quatro estações é muito clara», explicou. De ruas cobertas de neve e lagos gelados nos meses de Inverno passa para uma estação em que se sente um aumento gradual da temperatura e as árvores florescem, a Primavera. De Verão experienciam-se dias de calor e sol, mas que rapidamente se transformam em nublados e chuvosos. Em Setembro, o frio regressa e as folhas das árvores caem, deixando a cidade repleta de cores de Outono.

Lidar com as saudades «é sempre a parte difícil», admitiu. Quando, depois de estar de férias em casa, se senta de novo num avião de regresso para mais um ano lectivo sente uma mistura de emoções, quase como se da primeira vez se tratasse. Por um lado, reconhece que parte em busca do que considera melhor para si, fiel à escolha que fez, por outro deixa, mais uma vez, a família e a sua zona de conforto. A diferença é que agora tem já os seus amigos no local onde reside que atenuam este sentimento e proporcionam distracções e agradáveis momentos.

É muitas vezes em situações inesperadas e quando surgem obstáculos que mais necessita da ajuda dos pais que seria diferente se estivesse por perto. Na época de exames, embora longe, conta com apoio emocional transmitido pela família. Mesmo não estando presentes «estão a uma vídeo-chamada de distância», o que o tranquiliza e faz com que se sinta mais confortável. Já a comida da mãe é algo que não consegue replicar e sente falta, mas «nem tudo é mau», reflectiu, «vamos aprendendo a lidar com as coisas, faz parte da experiência e acaba por nos enriquecer e fazer crescer».

Aconselha a quem pretende emigrar que tenha uma mente aberta e consciência de que se irá deparar com diversos contextos com os quais não estará familiarizado. Reforçou que «é necessário saber aquilo que se quer» e ter força de vontade. A incerteza estará sempre presente, visto que nunca se saberá se o sucesso ocorrerá ou não, «mas faz parte do jogo e da aventura», revelou. Manter o foco e recordar o motivo que levou ao lugar onde se está é, para o estudante, crucial. Bem como ter noção de que nem sempre o planeado se concretiza, mas que é importante que cada um se mantenha fiel ao que pretende.

Estando já no último ano, o lacobrigense começa a ponderar o que se segue. O seu caminho académico não terminará por aqui, pretende regressar a Portugal e cá fazer a sua especialização. O local e a especialidade serão condicionados pelo desempenho na prova nacional de acesso que deixa qualquer zona do país como opção. No futuro, «daqui a uns longos anos quem sabe» esteja de regresso a Lagos.

Cláudia Rodrigues

Cláudia Rodrigues

Cláudia Rodrigues

Vive no Dubai, tem 30 anos e é contabilista. Nasceu em Portimão, mas foi em Lagos que cresceu e fez toda a sua vida até emigrar. Tinha apenas 16 anos quando fez as malas com a mãe e deixou Portugal. Juntas foram ao encontro da irmã mais velha que estava a viver em Inglaterra e as aconselhou a partir em busca de um futuro melhor e, no seu caso, a investir nas habilitações.

Embora não tenha emigrado sozinha, foi uma decisão que acreditou ser o melhor para o seu futuro. O apoio incondicional da família e amigos levou a que nunca sentisse receio, via no estrangeiro melhores oportunidades tanto académicas como profissionais. Define-se como uma pessoa aventureira que adora viver cada momento ao máximo, por isso não hesitou.

Foi na University of the West of England [Universidade do Oeste de Inglaterra], em Bristol, que realizou a licenciatura no curso de negócios internacionais, sendo que são as áreas de finanças e administração as que mais a cativam.

Numa viagem ao Dubai apaixonou-se pela cidade, o que lhe suscitou vontade de, após terminar os estudos, investir numa carreira no país. Assim, em Março de 2017, teve início esta aventura que hoje vê como «um sonho tornado realidade».

Processo de adaptação

Assim que chegou a Inglaterra, Claudia contou com o auxílio da irmã que já lá residia e facilitou a sua integração num país desconhecido. Contudo, como em qualquer mudança, surgiram obstáculos, nomeadamente o idioma: «Não era muito boa a inglês e quando me mudei falava muito pouco a língua. Chegava a ser frustrante querer expressar-me e não saber como o fazer», confessou.

A vontade de aprender e a determinação da lacobrigense foram factores decisivos, bem como a experiência que foi ganhando na escola. Inscreveu-se em aulas extra de inglês e, ainda não estando satisfeita, optou por passar um mês na América com o intuito de melhorar as suas competências linguísticas. Em relação à cultura, admitiu que não sentiu muita diferença e que se adaptou facilmente. Já no Dubai, o estilo de vida em nada se compara com o que se vive na Europa: «Quando me mudei e comecei a trabalhar deparei-me com um grande choque cultural porque estava habituada a uma cultura com mentalidade mais aberta», comentou.

Nos Emirados Árabes Unidos estão presentes diversas culturas e, consequentemente, maneiras de pensar e agir, distintas das que se experienciam na Europa. Com o tempo, Claudia fez amigos de diferentes nacionalidades, o que a levou a valorizar cada etnia e respeitar as diferenças. Revelou que no escritório onde trabalha celebram-se dias importantes de vários países. Ainda que inicialmente estivesse um pouco descontextualizada, sem entender o motivo do que se estava a comemorar, após uma explicação por parte dos colegas sentia-se já mais integrada. Assim, foi adquirindo conhecimentos que lhe permitiram lidar com as desigualdades.

Novas experiências

«Sinto que emigrar abre portas nas nossas vidas, dá-nos novas oportunidades e permite-nos ver para além do que existe no nosso país», expressou. Vê a emigração como um desafio que deve ser abraçado de «coração aberto», onde os medos e receios são postos de lado e se investe na vontade de viver novos desafios. Acredita que proporciona momentos únicos e contacto com pessoas de todo o mundo.

Ao longo deste percurso foram vários os momentos que se destacaram e a marcaram, entre eles a sua graduação. «Tenho muitos e bons momentos que guardo no meu coração», partilhou. Recordou ainda as viagens que tem feito nos últimos anos, as pessoas «maravilhosas» que conheceu e os países «incríveis» que visitou. Ficam as memórias e com elas «amizades para a vida toda».

Aconselha a quem pretenda emigrar que não se deixe intimidar pelo receio do desconhecido, que o faça sem medo porque, a seu ver «é uma experiência única e muito boa». Mesmo que não seja o que se espera, pensa que é importante tentar e poder dar a conhecer como foi. Sente que depois de se viver no estrangeiro, quando se regressa encara-se a vida de uma perspectiva distinta e valoriza-se o que antes se considerava banal. Relembrou que, por vezes, o sentimento de solidão é inevitável, mas é apenas aparente porque «onde quer que se vá, existe sempre um português que nos fará sentir em casa». Reforçou que no início é difícil, mas não deve ser motivo para desistir: «A vida é mesmo assim, feita de desafios que se tornam coisas boas», rematou.

As saudades de casa serão sempre algo com que os emigrantes terão que lidar. Desvendou que quando estava em Inglaterra, comprava um voo e facilmente se deslocava a Portugal, «nem que fosse só por três dias já ficava contente». Contudo, agora que está mais longe a duração da viagem não a permite vir por um curto período de tempo e, como tal, tem que optar por apaziguar a falta do seu país de outras formas, muitas vezes come em restaurantes portugueses ou encomenda pastéis de nata, o que a deixa feliz.

Regressar a Lagos, ou mesmo a Portugal, não faz parte dos seus planos a curto prazo. Reconheceu que «a vida dá muitas voltas» e talvez um dia esteja por cá de novo, não descartando a opção de vir a gozar a sua reforma na cidade onde cresceu.

Mariana Albano

Mariana Albano

Mariana Albano

Mariana Albano

É, desde 2015, residente na cidade de Manchester. Tem 31 anos, mestrado em arquitectura e assumiu já o cargo de professora convidada na Manchester Metropolitan University – School of Architecture [Universidade Metropolitana de Manchester – Escola de Arquitectura]. Trabalha em arquitectura e gestão de projecto e obra, passando os seus interesses também pelas áreas de design e fotografia.

Em 2008 deixou Lagos para ir estudar para a capital, onde ingressou na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Durante o seu percurso académico participou no programa Erasmus ao longo de um ano, onde integrou a Wroclaw University of Technology [Universidade de Tecnologia da Breslávia], na Polónia.

Tinha 25 anos quando emigrou, decisão resultante da experiência que teve quando estudou fora aliada a uma proposta de trabalho que recebeu enquanto ainda completava o curso. Visto que já não residia na cidade onde cresceu, nada tinha a perder em se aventurar. Adquiriu a sua independência quando deixou Lagos e acredita que estudar fora despertou-lhe ainda mais a curiosidade de explorar diferentes cenários.

Foi uma escolha inteiramente sua que contou com um imenso apoio da família e amigos. «Tenho que admitir que não foi fácil», reflectiu. Contudo, com a força dos mais próximos e a vontade de ir à descoberta, o receio ficou de parte e Mariana partiu sem dúvidas.

Desafios Culturais e Sociais

A expectativa era de que a adaptação seria simples como quando esteve a estudar na Polónia. Embora a experiência fosse semelhante, as circunstâncias eram distintas bem como as pessoas que foi conhecendo e os ambientes que frequentava.

«A cultura é diferente, principalmente na maneira como as pessoas socializam, gerando dificuldade em fazer novas amizades, não ajudando na integração», relatou. Criar novos relacionamentos foi complicado, sentia que as pessoas que ia conhecendo tinham já o seu círculo de amigos e rotinas, o que não deixava espaço para explorar passatempos ou disponibilidade para integrar alguém no grupo. Apesar dessa condicionante, afirmou que foram sempre educadas e dispostas a conversas de ocasião.

O processo de adaptação não foi fácil como esperava. Foi desenvolvendo relações com outros emigrantes, de nacionalidade espanhola e grega, bem como com cidadãos britânicos. A nível profissional, sentiu também uma notória diferença em comparação com Portugal. É-lhe necessário estar a par de legislações e técnicas que aqui não são postas em prática. Mas neste ambiente sentiu já uma maior receptividade por parte dos colegas.

As diferenças culturais estão presentes como acontece entre todos os países, embora em alguns mais assentes do que noutros. No seu caso, sentiu uma dissemelhança na forma de socializar, bem como na reacção às condições meteorológicas. Pensa ainda que a interacção entre indivíduos difere consoante o local, até entre cidades pertencentes ao mesmo país. Destacou algumas diferenças entre as diversas em que viveu, nomeadamente Liverpool e Manchester. Apesar de compartilharem a cultura britânica, o ambiente que se vive é, para Mariana, quase oposto em termos sociais: «Liverpool muito mais caloroso e familiar e Manchester mais snobe, individualista e competitivo», revelou.

As modalidades desportivas praticadas foi também um dos aspectos em que sentiu contraste. No país para o qual se mudou o futebol assume especial relevância, mas também o criquete, modalidade que não se pratica em Portugal, mas que em Inglaterra assume bastante destaque.

Conciliar aventura e trabalho

Mariana crê que fora de Portugal existem mais oportunidades e melhores perspectivas de vida. A seu ver, as recompensas prestadas aos trabalhadores pelo desempenho laboral em nada se assemelham às que Portugal oferece: «Sem dúvida que a possibilidade de progressão de carreira é mais evidente», mencionou.

Conta com momentos memoráveis na sua vida profissional, entre os quais a atribuição de dois prémios de arquitectura a um projecto que integrou, merecedor da publicação de um artigo numa revista dedicada a esta área. Assumir o cargo de professora na universidade é um feito de que se orgulha, sente que o seu trabalho é recompensado e reflectido nos projectos dos alunos.

Associa a emigração não só à aventura que proporciona como a novas oportunidades e melhores condições de trabalho, acreditando honestamente que todos os aspectos se relacionam. Ainda que viver noutro país suscite interesse e desperte adrenalina, na sua opinião «se Portugal providenciasse as mesmas ou melhores condições aos jovens formados/récem-formados muitos não emigravam».

Para colmatar as saudades, pensa que criar amizades é um factor que em muito ajuda, mas será sempre «complicado de lidar» . Tal como Gonçalo, referiu que o contacto estabelecido por telefone, mensagens ou vídeo-chamadas com os mais próximos «tornam as distâncias mais curtas».

Não se vê a regressar a Portugal num futuro próximo. Confessou que talvez um dia, quando estiver na reforma, tenha a intenção de a desfrutar por cá. «Os meus objectivos são explorar o máximo de oportunidades que o Reino Unido me possa oferecer e quiçá talvez um dia até venha a explorar outros sítios», desvendou. Assim, deixa em aberto um futuro sem restrições, não se limitando apenas ao local onde neste momento reside.

Caminhos distintos, mas sentimentos semelhantes. A influência que naturalmente existe da cultura onde cada um foi criado está bastante presente quando surge a oportunidade de relacionamento com outros.

A adaptação é complexa, depende dos meios onde o emigrante está inserido. No caso de quem vai estudar existe algum suporte à chegada. Para trabalhadores poderá requerer mais esforço pois, se não se conhecer ninguém que já resida no país, terá que se passar por este processo muitas vezes sem apoios. Poucas são as empresas que auxiliam na procura de casa ou informam acerca dos meios de transportes existentes. Contudo, este é um desafio que muitos enfrentam acreditando, assim, que um melhor futuro os aguardará.

Beatriz Maio