21 de Junho - O Solstício de Verão

Ocorre a 21 de Junho o Solstício de Verão, no que é o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte no nosso planeta.

O Solstício (termo vindo do Latim e que é composto pelas palavras sol e sistere - que não se mexe), é um fenómeno astronómico que tem lugar duas vezes por ano. A primeira é em Junho e assinala o início do Verão e a segunda em Dezembro e marca a entrada no Inverno no nosso Hemisfério.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Observatório Astronómico de Lisboa, os Solstícios são «pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26') e mínima no solstício de Inverno (-23° 26'). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local».

É impossível não se associarem os dois Solstícios à feitura de fogueiras em locais públicos.

Por ocasião do Solstício de Inverno, no Norte de Portugal, seguindo tradições pagãs, acendem-se fogueiras em muitas localidades, seja na praça principal ou no adro da igreja na véspera de Natal. Ainda há aldeias onde na noite de Natal, depois da missa, a população se reúne à volta do «madeiro» ou «cepo», cantando e dançando.

Também recordamos as fogueiras que se faziam em vários locais de Lagos, perto dos mastros, por ocasião das Festas do Santos Populares (Santo António de 12 para 13 de Junho, São João, de 23 para 24 de Junho e São Pedro, de 28 para 29 de Junho).

Esta actividade começava com a recolha do material combustível que viria a ser queimado, numa ida até aos campos próximos da cidade. Tudo o que fosse lenha seca e que pudesse vir a arder numa fogueira era apanhado e arrastado à mão pela rapaziada até ao local da confraternização. E, até os móveis velhos, iriam alimentar o fogo, depois de terem sido devidamente empilhados não muito longe do mastro...

Em dia de festa rija não podia faltar uma boa caracolada nem as sardinhas assadas a ensoparem generosamente o pão e um copinho de tinto para quem já tinha idade para o beber. Tão pouco a música, o bailarico e as bombinhas.

Então, com o lume já forte, a rapaziada saltava a fogueira com afoiteza. «Vai um», anunciavam antes de passarem corajosamente entre as labaredas.

Depois, era tempo de ir pela cidade fora, de mastro em mastro e de desfrutar de outras fogueiras e de mais convívio.