Livro «A Rapariga no Comboio»

A escritora Paula Hawkins

A Rapariga no Comboio

Como sugestão de leitura, este mês apresentamos uma história que se desenvolve a partir de uma rotina e de um olhar atento. Para quem é adepto de histórias de romance e suspense “A Rapariga no Comboio” transporta-nos para a perspectiva de uma mulher que se desloca todos dias de comboio para o trabalho, tal como acontece com muitas pessoas.

Este livro foi lançado em 2015 e, devido ao sucesso de vendas, foi adaptado ao cinema em 2016. Uma história enigmática e entusiasmante escrita por Paula Hawkins, nascida no Zimbabué, mas residente em Londres desde os dezassete anos de idade.

Os transportes públicos possibilitam que nos transportemos não só fisicamente como psicologicamente. Muitas vezes surge oportunidade de estarmos a sós com o nosso pensamento, o que suscita a imaginação. Este livro é um exemplo de como o ser humano é capaz de criar histórias e inventar personagens em cenários reais ou produzidos.

Rachel, a personagem principal, enfrenta uma crise emocional: atravessa o divórcio e desemprego, o que a deixa incapaz de enfrentar ambas as situações em simultâneo. Como tal, e estando a ficar hospedada em casa de uma amiga, não se sente capaz de partilhar que já não tem trabalho, o que a leva a continuar a apanhar o transporte público como se fosse trabalhar, encontrando na viagem lugar para a sua criatividade, nesta fase menos positiva da sua vida.

Fantasiou uma vida perfeita para um casal que vivia numa casa por onde o comboio passava diariamente. Observava e idealizava as suas vidas, até que um dia uma imagem perturbadora a deixou intrigada e preocupada, o que a levou a investigar e relatar o acontecimento à polícia.

A narrativa desenrola-se, surgem três importantes personagens femininas e três masculinas, cujas vidas se vão relacionando. São abordados temas como a violência doméstica e o abuso de álcool.

Mesmo para quem não é adepto deste género literário, a história é aliciante e a leitura cativante. O livro da escritora britânica vendeu vinte e três milhões de exemplares em todo o mundo, em mais de cinquenta países, tendo sido traduzido em quarenta e seis línguas.

Beatriz Maio