Biblioteca Municipal de Lagos Dr. Júlio Dantas

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Dia Mundial das Bibliotecas

Assinala-se a 01 de Julho «O Dia Mundial das Bibliotecas». Em Portugal, «O Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foi criado em 1987, com o objectivo de dotar todos os municípios portugueses de uma biblioteca pública.

No âmbito desse Programa, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) tem vindo a apoiar técnica e/ou financeiramente os municípios na criação e instalação de bibliotecas públicas, sendo hoje 239 as bibliotecas que se encontram em funcionamento», esclarece esta entidade. Acrescenta a DGLAB que o «seu documento orientador – o Programa de Apoio às Bibliotecas Municipais – estabelece os princípios gerais a observar na criação de bibliotecas públicas, de acordo com o Manifesto da IFLA/UNESCO sobre a Biblioteca Pública, bem como com as recomendações nacionais e internacionais aplicáveis ao sector».

Lê-se no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas que «A liberdade, a prosperidade e o progresso da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse das informações que lhes permitam exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade.

A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação.

A biblioteca pública – porta de acesso local ao conhecimento – fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais».

A Biblioteca Municipal de Lagos Dr. Júlio Dantas, localiza-se no nº 4 da rua com o nome do autor nascido neste local, em Lagos, e que hoje lhe dá o nome. O seu projecto, da autoria do arquitecto Pedro Santa Rita, inicou-se em 1988 e este equipamento cultural lacobrigense foi inaugurado em 1991.

Esta obra foi uma construção de raiz, numa área de implantação de 370m², com uma área bruta de construção de 891m², nos seus três pisos.

Os Serviços Disponíveis são os seguintes: Serviço de referência, Leitura / consulta presencial, Consulta presencial de periódicos (jornais e revistas), Empréstimo domiciliário em livre acesso (livros, revistas, jornais, DVD’s e CD’s), Consulta livre de internet, Acesso livre WI-FI, Impressão e reprodução de documentos (de acordo com os preços indicados na Tabela de Taxas e Licenças da C.M. Lagos em vigor), Empréstimo inter-bibliotecas e Apoio às Bibliotecas Escolares do concelho.

Quanto às actividades regulares para todos os públicos, destacam-se: Encontro com autores, Lançamento de livros, Visionamento de filmes, Realização de oficinas, acções de formação, cursos breves e encontros temáticos, Espectáculos de promoção do Livro, da Leitura e da Literatura em geral, Sessões de histórias e contos infantis, Espectáculos da Palavra e de Narração Oral, Programação especial destinada a assinalar os Dias Mundiais da Poesia, do Livro, da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona, do Teatro, e o aniversário da Biblioteca Municipal, em Novembro e a Criação de projectos literários.

Os projectos actuais são o Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen (em parceria com a CM Loulé), o Concurso Literário Leitor/Escritor, o Bookpoint, a Leiturália – Terra de Livros, Leituras e Utopias, as Palavras Mágicas, os Encontros “A Biblioteca dos Livros Perdidos. Conversas que ardem” e BICHO-DO-MATO Clube de Leitura de Teatro.

A colecção de Livros e Periódicos (revistas e jornais) é de 90.971 exemplares, a de Multimédia (DVD’s, CD’s) é de 9.817 e o número de Leitores Inscritos até final de 2019 ascendia a 5.243, sendo de 5.346 no dia 24 de Junho de 2020.

Em tempo da Pandemia provocada pela COVID 19, na Biblioteca de Lagos são cumpridas rigorosa e escrupulosamente todas as recomendações das autoridades nacionais de saúde, de forma a garantir a segurança não só dos seus funcionários como, também, a dos seus utentes.

Por último, recorde-se que Júlio Dantas nasceu neste local, no dia 19 de Maio de 1876 e que faleceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1962. Foi escritor, médico, político e diplomata. Reconhecido como um dos mais conhecidos intelectuais portugueses das primeiras décadas do século XX, enquanto escritor cultivou os mais variados géneros literários, que foram da poesia ao romance, bem como a actividade jornalística.

A sua peça «A Ceia dos Cardeais», de 1902, grangeou-lhe fama, enquanto dramaturgo. Mais do que pelo seu trabalho, as gerações mais jovens associarão o nome de Júlio Dantas ao texto do «Manifesto Anti-Dantas e por extenso», da autoria de José de Almada Negreiros, publicado em 1915 por ocasião da estreia da peça de teatro Soror Mariana Alcoforado», do escritor natural de Lagos: «[...] Tudo por causa do Dantas! Morra o Dantas, morra! Pim! Portugal que com todos estes senhores conseguiu a Classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas»! (mais informação aqui): https://modernismo.pt/index.php/m/215-manifesto-anti-dantas


«Arquitectura no Algarve - Dos Primórdios à Actualidade / Uma Leitura de Síntese»

«Arquitectura no Algarve - Dos Primórdios à Actualidade / Uma Leitura de Síntese» é um livro da autoria do arquitecto José Manuel Fernandes, Professor Agregado em História da Arquitectura e do Urbanismo e de Ana Janeiro, Bacharel em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e Master of Arts em Fotografia pelo Kent Institute of Art and Design.

Foi editado em 2005, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA) e está disponível para leitura e descarga gratuitas em PDF na ligação seguinte:

https://www.ccdr-alg.pt/site/sites/ccdr-alg.pt/files/publicacoes/aa_livro.pdf

Este livro está divido em dois capítulos: o primeiro vai «da Pré-História à Romanização» e termina «nos espaços rurais e urbanos, as aldeias, os materiais e a arquitectura vernácula».

Analisa, igualmente e entre outras, «As Cidades e a sua evolução, dos núcleos medievais ao século XX», «As Cidades e os inícios do planeamento urbanístico, do século XX ao quadro actual», «Património Urbano: os Castelos, as Muralhas e a sua Recuperação» e «As fortificações litorais».

No segundo capítulo analisa-se «O princípio do século XX na arquitectura algarvia: as novas tipologias e o processo de desenvolvimento urbano», «O Modernismo dos anos 1930», «O Neo-tradicionalismo na arquitectura, ou o “Português Suave”», «Os Pioneiros da Arquitectura Moderna, nos anos de 1950-60», «Os Anos de 1960-70, o Turismo e o “Sacrifício” do Algarve» e «Anos 1980-2005 – o último quarto de século».

Por último, os autores apresentam uma listagem de edifícios com interesse arquitectónico e também uma listagem bibliográfica. Lê-se na Introdução, da autoria de José Campos Correia, que era o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve aquando da edição deste livro, que «Muitos dos que visitam o Algarve, nacionais ou estrangeiros, fazem-no atraídos pelo sol, pelo mar e pelo bom clima.

Mas, para além desse, há também um outro Algarve que se revela, particularmente aos que insistem num segundo olhar. O Algarve da história, da cultura, do património, da arquitectura, tantas vezes esquecido, e que importa expor à luz daquele mesmo sol.

O Arquitecto José Manuel Fernandes interpretou bem a vontade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve em ajudar a descobrir essa outra realidade. Porque o futuro só vale a pena se o turismo, as praias e a alegria das noites serenas conviverem com o bom ambiente natural e, evidentemente, com a cultura.

O Algarve de hoje, em boa medida devido ao fenómeno turístico, é uma porta aberta para o mundo. Por essa via, a cultura e o património nacionais, na sua expressão algarvia e mediterrânica, poderão conhecer também melhor divulgação.

Espera-se, assim, que este livro constitua um bom veículo para melhorar esse conhecimento e, ainda, um incentivo ao bom gosto e à boa arquitectura no Algarve, nas suas expressões pública e privada, ao serviço de uma região verdadeiramente qualificada».