«Ostras ao natural»

Atlântica ou Mediterrânica? - Uma questão de «dietas»

Partilhamos nesta edição a mais simples das receitas jamais publicadas nesta rubrica da Nova Costa de Oiro, iniciada em 1995 pelo nosso saudoso colaborador Mário Helder Silva.

Iremos degustar «ostras ao natural» e nada poderia ser mais simples, fácil e rápido de trazer às nossas mesas, numa entrada «requintada», que poderá vir a ser merecedora de aplauso e satisfação dos comensais.

Contudo, breves minutos antes de nos deliciarmos com as ostras, consumidas desde a Antiguidade, iremos falar de dietas, em particular da «Atlântica» e da «Mediterrânica».

Qual das duas é a que seguimos, aqui, em Lagos?

Em primeiro lugar, importará saber o que é «dieta». A Wikipedia esclarece-nos que «Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica. Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares.

Contudo, popularmente, o emprego da palavra “dieta” está associado a uma forma de conter o peso e/ou manter a saúde em boas condições».

Entre estas, ultimamente, fala-se muito da de «Detox», que tem como principal objectivo desintoxicar o organismo de toxinas, ou a do «Paleolítico», que poderá ser algo semelhante ao grupo de alimentos consumidos pelos nossos antepassados, os «homens das cavernas».

De qualquer maneira, e caso se pretenda optar por uma das várias «dietas» disponíveis para reduzir «peso», aconselha-se que se sigam as intruções médicas, acompanhadas por dietista ou por nutricionista qualificado. Nunca, mas nunca se deverá deixar essa função a cargo do Dr. Google...

Qual a nossa «dieta»? A «Atlântica», ou a «Mediterrânica»? Lagos é banhada pelo Atlântico, mas as relações desta cidade com o Mare Nostrum remontam a mais de dois mil anos...

Há muitos elementos comuns nestas duas «dietas». A diferença entre a do Atlântico (a nossa) em relação à do Mediterrâneo é o uso dos peixes e do marisco como alimentos centrais.

Por outro lado, a carne de vaca e de porco (do qual se aproveita tudo, excepto as unhas...), de legumes, e de sopas «fartas» e ricas são a sua base, são o seu fulcro.

Na dieta Mediterrânea predominam o azeite, as frutas e os legumes, as massas, os grelhados e as carnes.

Em jeito de conclusão, há quem defenda que a dieta Atlântica é um pouco mais benéfica do que a Mediterrânica, uma vez que os níveis de nutrientes são mais elevados, graças ao cálcio e ao fósforo do leite e dos seus derivados, bem como o ferro proporcionado pela carne vermelha.

Voltemos à nossa receita, supostamente a mais simples que já apresentámos nestas páginas: «ostras ao natural».

Verificamos a frescura da ostra, antes de limparmos a sua casca. Se esta estiver aberta, ou se tiver «cheiro» deverá ser descartada, de imediato. Uma intoxicação alimentar por marisco estragado poderá ter graves consequências para a saúde do consumidor.

A ostra deverá ser aberta com uma faca, de preferência a indicada para o efeito. E sim, há facas para «abrir ostras».

Depois de aberta a concha deste molusco, esta poderá ser colocada em tabuleiro em cama de gelo e salpicada com umas gotas de limão.

Depois, só restará usufruir desse golpe de mar, enorme explosão de sabor. Desfrutai, pois...

Epicuro