Rua Marquês de Pombal, Lagos

Rua Marquês de Pombal, Lagos

Rua Marquês de Pombal, Lagos

Ruas Marquês de Pombal e Lima Leitão, Lagos

A Rua Marquês de Pombal, Lagos

A Rua Marquês de Pombal, localizada no centro de Lagos, tem o seu início na Rua Garrett e término na Rua Marreiros Netto.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, nasceu no Porto, em 4 de Fevereiro de 1799 e faleceu em Lisboa, em 9 de Dezembro de 1854.

Foi um renomado escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português.

João Marreiros Mascarenhas Netto, foi um empresário e político português, nascido em Portimão.

Foi presidente da Câmara Municipal de Lagos e vereador durante o mandato de Francisco de Paula Pimento Tello, de 3 de Janeiro a 31 de Dezembro de 1894.

Não é muito extensa a Rua Marquês de Pombal, ao contrário da carreira como figura pública do estadista que lhe dá nome: Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, nascido em Lisboa, em 13 de Maio de 1699 e falecido em Pombal, a 8 de Maio de 1782).

Pombal foi secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I (1750-1777). O seu nome é vulgarmente associado à reconstrução da cidade de Lisboa e de Vila Real de Santo António, localidades destruídas na sequência do violento sismo e maremoto que atingiu Portugal, em 1 de Novembro de 1755.

Iniciamos o nosso percurso por esta artéria lacobrigense a partir da Rua Garrett.

Logo no seu início, recordamos que no edifício à direita, onde hoje se encontra uma óptica, esteve ali instalada uma agência imobiliária e antes o Banco da Agricultura.

Do lado esquerdo, esteve uma delegação do Banco Nacional Ultramarino, em local que foi pertença dos irmãos Carvalho.

Subimos um pouco mais e lembramo-nos da drogaria Santana.

Em frente, estava o Café Portugal (onde hoje é a Britaica), que era pertença de Elói Correia Abreu, e que também era proprietário da Papelaria Abreu, na esquina da Rua Barbosa Viana (conhecida por Rua da Zorra), com a Cândido dos Reis.

Avançamos um pouco mais e olhando de novo para a direita, vem-nos à memória a loja de artigos de pesca de José Patacho Vieira e a sapataria de Urbino que, em 1977, foi comprada por Acácio Teixeira e pelos irmãos Manuel e José António Velhinho, que instalaram ali uma gelataria a que chamaram Gelanel.

Estamos quase a chegar ao fim desta pequena viagem pela Rua Marquês de Pombal, sem esquecer a pizzaria Tropi, onde antes esteve uma alfaitaria.

Tão pouco olvidamos a Pensão e Restaurante Costa de Oiro, mais tarde dividida em dois espaços, o Palmeiras e o Kalunga, que depois de ter sido propriedade de um cidadão regressado das antigas colónias portuguesas, em África, foi de Arnaldo Albino, Bernardete e Joaquim Gaspar e da esposa, Maria do Céu.

A nossa viagem por esta rua e pela memória termina no edifício que foi Posto de Turismo (na esquina com a Marreiros Netto), onde o enfermeiro Marcelo Furtado exercia no último andar.

No piso intermédio estava a pequena biblioteca fixa da Gulbenkian de Lagos, onde o afável José Ribeiro indicava os livros que poderiam ser mais do agrado dos leitores.

* com Miguel Silva