A dificuldade de se prever o futuro

Em Maio de 2020, há rigorosamente um ano, publicámos na nossa revista uma aprofundada análise sócio-económica de Lagos e do nosso País. Recolhemos opiniões e «previsões» de cidadãos lacobrigenses que, infelizmente, se vieram a concretizar.

Passado um ano retomamos este tema e recorremos, mais uma vez, à análise de cinco concidadãos: Miguel Velhinho (consultor e profissional de comunicação), João Pedro Jacinto (arquitecto e proprietário de um pequeno empreendimento turístico em Lagos), Patrícia Silva (empresária da restauração), Fábio Mateus (pescador) e Nuno Serafim (advogado e empresário da restauração).

Dos seus depoimentos depreende- -se, de forma geral, um relativo pessimismo quanto ao futuro próximo, opiniões que eu acompanho e subscrevo.

Sendo a minha área de formação académica a Gestão, com especialização em Planeamento e Controlo de Gestão, aprendi na Universidade que as análises prospectivas, como as que nos propomos fazer nesta edição, assentam e baseiam--se em dados e em indicadores conjunturais que são objectivos no momento em que as elaboramos, mas que também, e acima e tudo, são dinâmicos. Por outras palavras: existe uma forte probabilidade de que um ou vários factores que neste momento são considerados «dados adquiridos» possam a vir de deixar de o ser num cenário ou numa projecção de curto prazo na qual nos baseamos (como escrevi na página 08).

Previsões e prognósticos? Não deixamos de recordar e de sorrir quando nos lembramos da resposta de um conhecido futebolista a um jornalista: «prognósticos só no fim do jogo». Vamos aguardar e ver como é que este vai acabar...

Carlos Mesquita


Na «Nova Costa de Oiro» não se utiliza a Reforma Ortográfica de 1990-2008, indevidamente chamada «Acordo Ortográfico».